“Murmurosi”
(Ucrânia) / “Françoise Atlan” (França)
1ª Hora
“Dois temas onde a kora da África Ocidental tece
melodias sobre o baixo, o trombone e a guitarra tocados por músicos europeus e
americanos; e uma composição sobre um castelo de Istanbul, anterior à tomada de
Constantinopla pelos turcos otomanos. Três extraordinárias peças instrumentais abrem,
hoje, o Templo das Heresias”.
(1) Taffetas (Guiné-Bissau/Suíça)
(2) Saudade do meu Amor (8:47) “Taffetas”
(2) Roswell Rudd’s Toumani
Diabate (Mali/EUA) (1) Bamako (4:50) “Malicool”
(3) Can Atilla (Turquia) (7) Rumeli
Hisari'nin Yapilisi (5:00) “1453 - Sultanlar Aşkina”
(Separador)
“O Quarteto Murmurosi (Мурмуроси) é um grupo
singularmente encantador que entrelaça texturas vocais polifónicas ucranianas
com novas composições musicais enraizadas em tradições folclóricas, desde os
Montes Cárpatos até às ilhas gregas. Sediados em Montreal, os Murmurosi representam
- através do seu foco na polifonia ucraniana e na canção da Europa de Leste -
um diálogo entre o velho e o novo, a expressão individual e a tradição
coletiva. O seu trabalho é tanto uma homenagem como uma reinvenção: honrando as
raízes folclóricas enquanto exploram os limites da performance vocal.
As canções dos Murmurosi nasceram de vozes entrelaçadas em cozinhas, salas de ensaio e tranquilas caminhadas noturnas para casa. Transportam histórias folclóricas antigas, mas também a forma como os músicos ouvem a cidade a respirar à sua volta, hoje. Cada música é, ao mesmo tempo, memória e experiência, enraizada na tradição, mas procurando um novo som. As vozes de Telentso e Camilo entrelaçam-se, divergindo e convergindo de acordo com o princípio polifónico que perpassa grande parte da música vocal da Europa de leste. As performances da dupla - puras, claras, precisas e muito poderosas - só podem elevar o espírito.
Até à data, os Murmurosi editaram o EP “Zymuvala” (2020)
– onde participa a convidada Marina Krut na bandura - e os CD “Bohutyn”
(2020) – que inclui o tema “Zymuvala” - e “Svitanok” (2025) - palavra
que significa “amanhecer” em ucraniano”.
(01) Zymuvala (5:23) “Zymuvala”
(08) Nich Yaka Misyachna (4:59) “Bohutyn”
(10) U Nedilyu Rano (4:52) “Svitanok”
(13) Tsyhanka Vorozhka (3:38) “Svitanok”
(06) Vesnianochka (1:33) “Svitanok”
(Separador)
“Um tema onde um ensemble ocidental penetra nos meandros do
klezmer, a música judaica do leste europeu, entre duas composições onde o oud,
o zarb, o daf, o gatam, congas e percussões indianas
interagem maravilhosamente com saxofones, contrabaixos, trompetes e flautas. Extraordinárias
fusões do jazz com as sonoridades
tradicionais encerram a primeira parte do Templo das Heresias”.
(1) Michel
Bismut/… (Tunísia) (2) Ludio (7:26) “Ur”
(2) Masada Chamber Ensembles (EUA) II (1) Tannaim (4:38)
“Bar Kokhba”
(3) Rabih
Abou-Khalil (Líbano) (1) Sahara (8:18) “Blue
Camel”
2ª Hora
(1) Studio der Frühen Musik (Alemanha/ EUA) I
(8) A Chanter M'Er De So Qu' Eu No Volria (11:46) “Troubadours”
(2) Grupo Sema (Espanha) (I) (8) Eno pouco
e no muito. En todo lles faz mercee (7:53) “Las
Cantigas de Afonso el Sábio”
(Separador)
Em 2003, Françoise Atlan editou o extraordinário registo “Andalussyat”,
agora reeditado pela Buda Musique. O que torna este álbum especial é, em
primeiro lugar, o facto de ter sido gravado com a excelente OrchestreArabo-Andalou de Fès, dirigida pelo seu maestro de longa data, Mohammed Briouel. Isto significa que existe uma rica textura de instrumentos de cordas
(maioritariamente) friccionados a acompanhar Atlan, conferindo potência e
profundidade à música. E, em segundo lugar, o facto de, na maioria das faixas,
justapor uma canção judaica (em ladino) e uma canção árabe, no mesmo modo,
mostrando o seu universo sonoro comum. Embora a música pertença à convivência
entre muçulmanos e judeus na Espanha medieval, a maioria das canções é secular
e algumas vêm da Turquia, dos Balcãs ou de Marrocos, para onde os judeus
sefarditas partiram após a sua expulsão de Espanha em 1492.”
(02) StekhbarIrak - Allahou (4:04)
(03) Morena- Ya Malih (6:24)
(05) Scalerica - La Qod Jara (4:02)
(01) El Rey De Francia - Qod Niltu Hibbi (5:52)
(Separador)
“Uma cantiga anónima do séc. XIII, uma cansó de
Berenguer de Palol do séc. XII e uma canção trágica de Bernard de Ventadorn
também do séc. XII. É com a poesia trovadoresca da Provença medieval que encerramos
hoje O Templo das Heresias”.
(1)
Diabolus in Musica (França) (14) Bele Yolanz En Ses Chambres Seoit
(Chanson) (6:06) “La Doce Accordance:
chansons de Trouvères”
(2) Altramar
(EUA) (6) Dona Si Totz Temps Vivia (8:00) “Iberian Garden, Vol.I”
(3) Millenarium (Bélgica/ França) (3) Can Vei La Lauzeta Mover (5:58) “Chansons de Troubadours et Danses de
Jongleurs”

