2026/05/09

Stelios Petrakis (Grécia) / Gothart (República Checa)

      

       1ª Hora

“Um tema da Turquia sobre a procura da felicidade, uma canção de amor e saudade dos ciganos da Rússia, uma peça de Israel sobre os mistérios insondáveis da vida e uma composição Búlgaro-Macedónia sobre um herói popular que lutou contra os turcos nas montanhas Pirin. São os sons que abrem hoje O Templo das Heresias”.

(1)  Senem Diyici (Turquia) (4) Altin Hizme (6:00) “Morceaux Choisis”

(2)  Valentina Ponomareva (Rússia) (17) Rasstavayas', O. Govorila (2:53) “Ochi Chiornye”

(3)  Sara Alexander (Israel) (4) Hirourim (7:18) “Café Turc”

(4) Sandy Lopicic Orkestar (Bósnia/Sérvia/Kosovo) (2) Jane Sandanski (3:57) “Border Confusion”

 

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Stelios Petrakis é um aclamado compositor e instrumentista grego, considerado um dos mestres contemporâneos da música helénica. Nascido em 1975 em Sitia, no leste de Creta, Petrakis é amplamente reconhecido pelo seu virtuosismo na lira cretense. Começou a tocar o instrumento aos oito anos e estudou com mestres como Giannis Dandolos e Ross Daly, integrando, mais tarde, o prestigiado Labyrinth Musical Workshop. Além da lira cretense, Petrakis toca saz, laouto politiko e cretense, bulgari, e lira politiki, instrumentos que utiliza nas suas composições baseadas nas tradições musicais da Anatólia, na música clássica secular e religiosa de Istambul e na música tradicional grega. A sua carreira caracteriza-se, pois, por uma profunda ligação às tradições da sua ilha natal, enquanto explora diálogos musicais com outras culturas do Mediterrâneo Oriental.

A discografia de Stelios Petrakis inclui nove álbuns a solo, que receberam, todos eles, reconhecimento internacional. Entre os marcos importantes, destacam-se o primeiro lugar na tabela World Music Charts Europe (julho de 2022) com o álbum “Spondi”, bem como a escolha de “L'Art de la Lyra” para Disco do Ano 2016, pela Radio France. Em 2026, editou para a Buda Musique o registo Lyric, que explora a textura e a riqueza melódica das tradições do Mediterrâneo Oriental. O projeto foca-se na lira de Creta e promove um diálogo musical com intérpretes de diferentes tradições, nomeadamente da França, Itália, Espanha e Turquia. Salientam-se o também cretense Giorgis Xylouris na voz, o flautista bretão Sylvain Barou nos instrumentos de sopro (incluindo gaita de foles irlandesa, zurna, flauta kaval e tulum duduki), Efrén López no bandolim e cuatro e Bijan Chemirani em vários tipos de tambor. Em "Lyric" destacam-se as faixas "Astro sti Gaza" e “Nathenas”, com vocais contemplativos de Xylouris, adornados pelo som singular e melancólico da lira, que predomina na textura sonora; e duas faixas de pura beleza instrumental, "Muixeranga" e a curiosa versão de "Nothing Else Matters", dos Metallica.”.

                            (02) Nathenas (3:09)

                            (01) Astro sti Gaza (6:54)

                            (09) Nothing Else Matters (6:24)

                            (08) Muixeranga (4:40)

 

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“Um tema de Tuva sobre olhos que sorriem, uma canção de embalar do Vietname do Norte, um canto da Etiópia com influências de soul e blues e um hino da Argélia à vida e à beleza da natureza. Com composições onde se utiliza o piano na música tradicional encerramos a primeira parte de O Templo das Heresias”.

(1)  Sainkho Namtchylak (Tuva) (7) Kaar Deerge (2:24) “Who Stole the Sky?”

(2)  Huong Thanh (Vietname do Norte) (2) All is Peace (4:19) “Moon and Wind”

(3)  Aster Aweke (Etiópia) (6) Y’shebellu (7:25) “Aster”

(4)  Reinette L’Oranaise (Argélia) (1) Qum Tara (3:20) “Mémories”

 

 

 2ª Hora

 “Um canto aos estudantes da Finlândia do século XVI, um tema sobre um rei sobrenatural das montanhas da Noruega e uma balada da Suécia sobre uma mulher do mar que simboliza os desejos carnais. A música medieval da Escandinávia na abertura da 2.ª parte do Templo das Heresias.”

(1)  Zefiro Torna (Bélgica/ Finlândia) (15) Scholares convenite (3:35) “De Fragilitate: Hymns from Medieval Finland”

(2)  Agnes Buen Garnas/ Jan Garbarek (Noruega) (5) Venelite (7:34) “Rosensfole: Medieval Songs from Norway”

(3)  Lena Willemark/ Ale Möller (Suécia) (3) Gullharpan (6:33) “Nordan”

 

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Gothart foi uma banda constituída por sete elementos que foi fundada em 1993 na República Checa. Começaram por interpretar temas clássicos da música medieval da Europa ocidental, mas a partir de 1998/99, começam a dedicar-se quase exclusivamente às músicas do mundo, com incidência nas canções tradicionais da região dos Balcãs.

Ainda que os Gothart usassem instrumentação étnica e réplicas de antigos instrumentos, os seus temas soam profundamente atuais. Para o facto, muito contribuíram as vozes, naturalmente joviais, despretensiosas e sem grandes preocupações puristas, remetendo-nos, a cada momento, para universos próximos da música pop, embora menos exuberantes que as suas compatriotas BraAgas. Durante os treze anos da sua existência, os Gothart tiveram grande relevância principalmente nos países de leste, tendo realizado mais de 700 concertos, festivais e eventos de caridade, incluindo apresentações na França, Alemanha, Polónia, e República Eslovaca, entre outros.

Da discografia dos Gothart constam seis registos, editados em duas fases distintas. Até 1999, no período em que se interessaram pela música medieval editaram Por nos de dulta (1996), Stella splendens (1997) e Adio querida (1999), onde incluíram Cantigas de Santa Maria de Afonso X, de Castela e Cantigas de Amigo de Martin Codax de Vigo (século XIII), temas do manuscrito Llibre Vermell de Montserrat da Catalunha (século XIV) e canções antigas dos judeus sefarditas. A partir de 2000, os Gothart nos álbuns Cabaret (2000), Rakija’n’roll (2003) e Rakioactive (2006), enveredaram por interpretar canções ciganas e temas tradicionais de várias regiões da Europa de Leste (nomeadamente da Macedónia, Grécia, Albânia, Roménia, Hungria, Bulgária, Kosovo, Croácia e Bósnia), ou de outras regiões como a Arménia ou Israel. É, no entanto, a fase medieval que aqui vamos destacar”.

                   (04) Adio querida (2:43) Adio querida”

                   (03) Hija mía mi querida (3:38) “Adio querida”

                   (02) A Que Por (0:59) Stella splendens”

                   (14) Como Poden (2:26)Stella splendens”

                   (03) Cuncti Simus (3:18) “Stella splendens"

                   (01) A Virgen Que De Deus Madre (1:31) “Stella splendens"

                   (07) Stella Splendens (7:51) “Stella splendens”

 

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“Um canto de lamentações proveniente de Chipre, designado por myrologue; um romance sefardita baseado num poema épico alemão de princípios do século XIII; e um poema de uma Trobairitz anónima da Provença do século XIV. São os sons que encerram O Templo das Heresias de hoje”.

(1)  Ensemble Cypriote de Musique Ancienne (Chipre) (5) Myrologue (6:13) “Epic and Popular Songs from Cyprus”

(2)  Sarband Ensemble (Alemanha/ Bulgária) (9) Una tarde de Verano (8:17) “Canciones sefardies de la tradición hispanoárabe en la España medieval”

(3)  Azam Ali (Irão) (1) Lasse pour quoi (6:20) “Portals of Grace”

2026/03/30

Radio Tarifa (Espanha / França) / The Renaissance Players (Austrália)

 

“Do Paquistão chega-nos um raga adornado pelo saxofone, da Índia uma canção de amor enriquecida pela guitarra e de Marrocos o exotismo do deserto impregnado de vocalizações rap. Felizes casamentos entre sonoridades tradicionais e outras formas de expressão contemporâneas abrem a primeira parte do Templo das Heresias”.

(1)  Jan Garbarek/Ustad Fateh Ali Khan (Noruega/ Paquistão) (1) Raga I (8:40) “Ragas and Sagas”

(2)  Nitin Sawhney (Inglaterra/ Índia) (3) Hope (5:51)Migration

(3) Natacha Atlas (Marrocos/ Bélgica) (9) La lil Khowf (5:30) “Mishmaoul”

 

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“Inicialmente um trio constituído por Benjamín Escoriza (Colomera, Espanha), Faín Dueñas (Valladolid, Espanha) e Vincent Molino (Montpellier, França), os Radio Tarifa são agora um duo, após o falecimento do primeiro em 2012. Contando com vários convidados ao longo da sua carreira, definem a sua música como “Radio Tarifa”, no original escrito em caracteres gregos, frequência paralela onde coabitam, entre outras influências, a música medieval, a música árabe e o flamenco.

Danças proibidas, rumbas de vício, rituais pagãos celebrados em vielas recônditas, ópios de carne e areia, picadas de insetos destilando venenos de especiarias elaborados por dezenas de instrumentos acústicos e eletrónicos, árabes, indianos, africanos, balcânicos e medievais fazem da música dos Rádio Tarifa um delírio para os ouvidos.

Rumba Argelina(Musica Sin Fin, 1993), Temporal(BMG, 1996), Cruzando el Río(World Circuit, 2000), o disco ao vivo Fiebre(BMG, 2003) e La Noche(Buda Musique, 2025), constituem a discografia dos Radio Tarifa, até à data. Em todos eles, existem pedaços de folclore galego e castelhano, o canto jondo e as tradições cristã, árabe e sefardita, que remontam à Idade Média. Seja qual for o enquadramento, os Radio Tarifa procedem a um deslocamento de referências que faz com que a sua música se constitua em algo de disforme, como se a luz do Mediterrâneo se visse ofuscada por um eclipse e a ação se desenrolasse numa atmosfera de trevas e conspirações”.



                (01) La Noche (2:44) “La Noche”

                (11) Si J’ai perdu mon ami (2:36) “Cruzando el Río”

                (07) Conductus (3:58) “Temporal”

                (03) Lamma Bada (4:08) “Rumba Argelina”

                (10) Nu alrest (7:10) “Rumba Argelina”

                (12) Sakura (2:28) “La Noche”

 

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“Um canto da Grécia Continental; uma peça do Radif, o repertório da arte musical da Pérsia; uma improvisação baseada na música do Egito do tempo dos Faraós; um lamento de uma adolescente da Arménia; e uma canção tradicional da Sardenha que festeja o regresso da Primavera. É com sonoridades extraídas das cordas do laoûto, do setâr, do kanoun, do târ e da mandola que encerramos a primeira parte do Templo das Heresias”.

(1) Christos Zotos/Ionna Anghélou (Grécia) (10) Amanes (5:46) “Music from Continental Greece”

(2)  Dariush Tala’i (Irão)) (24) Chahâr gusheh (2:06) “Radif, Volume I”

(3) Soliman Gamil (Egito) (13) Solo kanoun (2:25) “The Egyptian Music”

(4) Kotchnak (Arménia) (8) Gulizari voghpe (4:53) “Chants Populaires Arméniens”

(5)  Elena Ledda e Sonos (Sardenha) (2) Gioghende… (4:11) “Incanti”

 

 

 

2ª Hora

 

“Duas cantigas de amigo de Martin Codax (o supremo trovador de Vigo), a abrir e a fechar o bloco; uma canção sefardita em ladino, a língua dos judeus que habitaram a Península Ibérica na Idade Média; uma Cantiga de Santa Maria, de Afonso X, o Sábio, de Leão e Castela (1221-1284); e um tema do Llibre Vermell de Montserrat da Catalunha do século XIV. São os sons que abrem as portas do Templo das Heresias para a segunda parte da cerimónia”.

(1)  Isabel Palacios (Venezuela) (1) Ondas do Mar de Vigo (3:16) “Rosas das Rosas: Cantos y Cantigas de la Edad Media”

(2)  Suzy (Turquia) (3) Mar de leche (3:30) “Herencia”

(3) Maciej Malenczuk & Consort (Polónia) (6) Strela do dia (3:31) “Cantigas de Santa Maria”

(4) Musica Officinalis (Itália) (11) Mariam matrem virginem (4:05) “Amorei”

(5) Música Antiga da UFF (Brasil) (6) Ay Deus, se sab’ora (3:10) “Cânticos de Amor e Louvor”

 

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“Fundado em 1967 por Winsome Evans, docente da Universidade de Sidney, o ensemble The Renaissance Players é o mais conceituado agrupamento australiano dedicado à música antiga. Tornou-se conhecido principalmente pelos seus variados e imaginativos concertos, que comportam poesia, música, dança e procissões. Como o próprio nome indica, The Renaissance Players foram constituídos para demonstrar a função particular do ensemble em dar uma nova vida e fazer reviver a música do passado, baseando o seu trabalho numa recolha exaustiva e posterior estudo e prática, no sentido de reproduzirem os estilos e géneros musicais há muito perdidos no tempo.

O projeto mais ambicioso, e provavelmente o mais conseguido, dos Renaissance Players foi a edição da caixa com 4 CDs “The Sephardic Experience” (Celestial Harmonies), dedicada ao espólio das comunidades sefarditas da Europa, Império Otomano e Norte de África, (previamente editado nos registos “Thorns of Fire”, “Apples & Honey”, “Gazelle & Flea” e “Eggplants”).

Após terem sido expulsos de Espanha, em 1492, pelos reis católicos Fernando e Isabel, os judeus sefarditas empreendem o caminho do desterro e levam consigo a língua e as canções da sua terra, mais madrasta que mãe. Apesar da sua diáspora, ou talvez justamente por essa razão, durante cinco séculos, conservaram certas características ibéricas nas suas canções, que em Espanha e Portugal se foram perdendo. São estas canções que o ensemble The Renaissance Players recolheu e interpreta magistralmente em “The Sephardic Experience”.

               (02) El Rey de Francia tres hijas tenia (7:58) “Gazelle & Flea”

               (07) Si la mar era de leche (6:40) “Eggplants”

               (10) Salgas Madre (5:10) “Eggplants”

 

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“Duas cantigas de louvor a Santa Maria e um exemplo português da herança deixada pelos povos do Médio Oriente e do Mediterrâneo. A música medieval interpretada por vozes provenientes do México, Irão/Canadá e Portugal encerram as portas do Templo das Heresias”.

(1)  Jaramar (México) (4) Muito devemos varoes (3:21) “Lenguas”

(2) Constantinople (Irão/Canadá) (11) Pero que seja a gente, Virgen Madre (7:06) “Carrefour de la Méditerranée”

(3) Eduardo Ramos (Portugal) (1) Fonte do salgueirinho (9:34) “Al-Garhb Al-Andalus (O Ocidente do Andalus)”

2026/03/22

Kapela ze Wsi Warszawa / Warsaw Village Band (Polónia) / Al Andaluz Project (Alemanha / Espanha / Marrocos)

       1ª Hora

“Um hino cigano à Primavera entoado por uma intérprete turca, uma composição sobre a felicidade dos ciganos macedónios, uma canção folk sobre o destino e a errância dos ciganos búlgaros e um canto sobre a liberdade dos ciganos romenos. A alma romani na abertura do Templo das Heresias de hoje”

(1) Sezen Aksu (Turquia) (4) Hidrellez (3:51) “The Wedding and the

      Funeral”

(2) Esma Redzepova & Ensemble Theodosievsky (Macedónia) (4) Szelem Szelem (4:47) “Road of the Gypsies”

(3) Angelite (Bulgária) (1) Sadba (2:52) “Balkan Passions”

(4) Romica Puceanu & Orchestra Florea Cioaca (Roménia) (6) Erau Zarzarii-Nfloriti (5:33) “Cine nu stie ce-i doru”

 

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“O grupo polaco Kapela ze Wsi Warszawa, conhecido no ocidente por Warsaw Village Band, constituído em 1997 por seis jovens músicos que descobriram a magia dos antigos instrumentos e dos antigos estilos vocais, produz um tipo de música a que chamam "hardcore folk", uma espécie de bio-techno no estilo "Voz Branca", um canto em forma de grito, usado no passado pelos pastores polacos. Instrumentos de cordas a soar como trombetas francesas, tambores furiosos, trance, improvisação e elementos da música das raízes são utilizados com entusiasmo e paixão pelos músicos que adoram viajar pela Polónia e pelo mundo para transmitir à sua própria geração os estilos musicais dos antigos. De entre os instrumentos tradicionais que utilizam, saliente-se a quase extinta "Suka", um tipo único de rabeca polaca do séc. XVI, tocada com as unhas. De realçar, ainda, na Kapela ze Wsi Warszawa, a criação de ritmos a partir de dois tambores, o que é muito pouco comum em qualquer tipo de música folk.

Para além da remix "Upmixing" (Jaro 2008 / Kayax 2008) e do disco ao vivo "Live" (Jaro 2010), a Warsaw Village Band editou, até à data, os seguintes registos em estúdio: "Hop Sa Sa", (Kamahuk 1998 / Jaro 2005 / Karrot Kommando 2014), considerado o álbum folk do ano pelos ouvintes da Radio 3 Polaca e pela Revista Brum; "People's Spring" (Orange World 2001 / Jaro 2002 / Karrot Kommando 2015), um álbum extraordinário, vencedor do "BBC World Music Award"; "Uprooting" (Jaro 2004 / Metal Mind 2005 / Karrot Kommando 2018), o melhor álbum folk polaco do ano; "Infinity" (Jaro 2008 / Kayax 2009), em que o grupo, pela primeira vez, apresenta composições não tradicionais; "Nord" (Jaro 2012 / Karrot Kommando 2012), um encontro de músicos em busca de elementos comuns entre os eslavos, os escandinavos e os povos indígenas do Norte;  "Sun Celebration" (Karrot Kommando 2015 / Jaro 2016), o primeiro álbum duplo na discografia da banda, que inclui a participação de músicos da Índia, Pérsia e Galiza; "mazovian re:action" (Karrot Kommando 2017), em que o grupo se dedica inteiramente às raízes musicais, transformando-as criativamente em música do século XXI; "Waterduction" (Karrot Kommando 2020), inspirado no rio Vístula; e "Twines" (Karrot Kommando 2024), com o projeto Bassałyki, uma fusão deslumbrante do estilo britânico-caribenho com o seu adorado som tradicional.”

                         (01) Przyjdz Jasienku (1:24) "Hop sa sa"

                         (13) Lament (2:30) "Uprooting”

                         (01) Uroda (0:51) "Waterduction"

                         (02) 1.5 h (6:21) “Infinity”

                         (13) Maydów (4:42) "People's Spring"

                         (02) Kalinowy Mostek (6:00) "Twines"

                         (09) Usypianka (4:21) "mazovian re:action"

 

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“Uma composição onde se exaltam as potencialidades do tambur; uma interpretação do “grande canto” do Uzbequistão, conhecido por katta ashulla; e um tema de mugham, a forma musical vocal e instrumental do Azerbaijão. São os sons que encerram a primeira parte do Templo das Heresias”.

(1) Hector Zazou & Swara (Argélia /…) (1) Zannat (4:49) “In the House of Mirrors”

(2) Munadjat Yulchieva & Ensemble Shavkat Mirzaev (Uzbequistão) (9) Ey, Dilbary Djononim (6:24) “A Haunting Voice”

(3) Alim Qasimov Ensemble (Azerbaijão) (3) Getme Getme/Aman Avdji (10:00) “The Legendary Art of Mugham”


 

 

2ª Hora

“Uma Ballade do poeta francês Jehan de Lescurel e uma ballata do italiano Gherardello da Firenze, ambas do século XIV; ainda um poema anónimo da França do século XIII e uma outra ballata anónima do século XIV. Intérpretes da França, Inglaterra, Itália e Rússia abrem a segunda parte do Templo das Heresias”.

(1) Amadis (França) (3) Amours, trop vous dói cherir (4:08) “Anges ou démons”

(2) Mediva (Inglaterra) (3) I’vo’ bene (3:54) "Viva Mediva!"

(3) La Reverdie (Itália) (5) Pange melos lacrimosum (4:00) “Nox-Lux (France & Angleterre,  1200-1300)”

(4) Ensemble Syntagma (Rússia) (1) Che Ti Zova Nasconder (5:10) “Stylems: Italian Music From the Trecento”

 

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“A implementação da ideia da formação do Al Andaluz Project é a história do encontro de duas formações musicais, os consagrados Estampie e os quase desconhecidos L'Ham de Foc. Michael Popp, diretor musical dos Estampie, ensemble alemão bem conhecido na cena da música medieval pela sua inovação e qualidade, após um concerto em Espanha, recebeu uma gravação dos L´Ham de Foc, uma banda de Valência que se dedica a misturar as sonoridades do Mediterrâneo oriental com a música medieval. Algumas semanas mais tarde, os valencianos atuaram em Munique, base dos Estampie, e Michael Popp, entusiasmado com o disco que recebera, aproveitou a oportunidade e propôs um projeto comum com os músicos espanhóis.

Durante os vários encontros em Munique e em Valência, altamente produtivos e inspiradores, foram trocadas experiências entre os músicos e novas ideias foram surgindo. Com três extraordinárias vozes femininas, o Al Andaluz Project dedicou-se a interpretar os géneros dominantes da música da Península Ibérica da Idade Média: A espanhola Mara Aranda a cantar os romances sefarditas, a alemã Sigrid Hausen a interpretar as cantigas galaico-portuguesas do Cancioneiro de Santa Maria e a marroquina Iman Kandoussi a interpretar as canções árabes. Acompanham-nas exímios músicos espanhóis, alemães e marroquinos, que se socorrem pontualmente de percussionistas da Índia e da Rússia.

"Deus et Diabolus" (Galileo 2007), "Al-Maraya" (Galileo 2010), "Salam" (Galileo 2012) e "The Songs of Iman Kandoussi - Traditional Arabic Andalusian" (Galileo 2024), para além do registo ao vivo "Live in München 2011" (Galileo 2012),  os discos editados pelo Al Andaluz Project até à data, são exemplos perfeitos de autênticos intercâmbios culturais que ultrapassam datas e fronteiras, revelam um domínio perfeito de inúmeros instrumentos antigos e tradicionais (a sanfona, a nyckelharpa, o saz, o qanun, o oud, o rabab e a tabla, entre outros), sobrevoando as fabulosas vozes de Sigrid, Mara e Iman”.

        (07) La galana y el mar (5:12) “Deus et Diabolus”

        (09) Hija mia (3:30) “Al-Maraya”

        (06) Amors Mard / Arafto Lhawa Mod Arafto Hawak (5:59) “Salam”

        (14) Un castel / Improvisation Iman (6:13) Traditional Arabic  

               Andalusian

 

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“Recuando ainda mais no tempo, O Templo das Heresias incide, no final do programa de hoje, nos sons da música da Suméria e do Antigo Egipto”.

(1) Ensemble De Organographia (EUA) (11) A zaluzi to the Gods (3:49) “Music of the Ancient Sumerians, Egyptians & Greeks”

(2) Ali Jihad Racy (Líbano) (2) The land of the Blessed (6:56) “Ancient Egypt”

(3) Michael Atherton (Austrália) (17) Shen(song) (5:02) “Ankh: The Sound of Ancient Egypt”

(4) Rafael Pérez Arroyo / Hathor Ensemble (Espanha) (3) Iba Dance (6:59) “Ancient Egypt: Music in the age of the Pyramids”