2026/03/22

Kapela ze Wsi Warszawa / Warsaw Village Band (Polónia) / Al Andaluz Project (Alemanha / Espanha / Marrocos)

       1ª Hora

“Um hino cigano à Primavera entoado por uma intérprete turca, uma composição sobre a felicidade dos ciganos macedónios, uma canção folk sobre o destino e a errância dos ciganos búlgaros e um canto sobre a liberdade dos ciganos romenos. A alma romani na abertura do Templo das Heresias de hoje”

(1) Sezen Aksu (Turquia) (4) Hidrellez (3:51) “The Wedding and the

      Funeral”

(2) Esma Redzepova & Ensemble Theodosievsky (Macedónia) (4) Szelem Szelem (4:47) “Road of the Gypsies”

(3) Angelite (Bulgária) (1) Sadba (2:52) “Balkan Passions”

(4) Romica Puceanu & Orchestra Florea Cioaca (Roménia) (6) Erau Zarzarii-Nfloriti (5:33) “Cine nu stie ce-i doru”

 

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“O grupo polaco Kapela ze Wsi Warszawa, conhecido no ocidente por Warsaw Village Band, constituído em 1997 por seis jovens músicos que descobriram a magia dos antigos instrumentos e dos antigos estilos vocais, produz um tipo de música a que chamam "hardcore folk", uma espécie de bio-techno no estilo "Voz Branca", um canto em forma de grito, usado no passado pelos pastores polacos. Instrumentos de cordas a soar como trombetas francesas, tambores furiosos, trance, improvisação e elementos da música das raízes são utilizados com entusiasmo e paixão pelos músicos que adoram viajar pela Polónia e pelo mundo para transmitir à sua própria geração os estilos musicais dos antigos. De entre os instrumentos tradicionais que utilizam, saliente-se a quase extinta "Suka", um tipo único de rabeca polaca do séc. XVI, tocada com as unhas. De realçar, ainda, na Kapela ze Wsi Warszawa, a criação de ritmos a partir de dois tambores, o que é muito pouco comum em qualquer tipo de música folk.

Para além da remix "Upmixing" (Jaro 2008 / Kayax 2008) e do disco ao vivo "Live" (Jaro 2010), a Warsaw Village Band editou, até à data, os seguintes registos em estúdio: "Hop Sa Sa", (Kamahuk 1998 / Jaro 2005 / Karrot Kommando 2014), considerado o álbum folk do ano pelos ouvintes da Radio 3 Polaca e pela Revista Brum; "People's Spring" (Orange World 2001 / Jaro 2002 / Karrot Kommando 2015), um álbum extraordinário, vencedor do "BBC World Music Award"; "Uprooting" (Jaro 2004 / Metal Mind 2005 / Karrot Kommando 2018), o melhor álbum folk polaco do ano; "Infinity" (Jaro 2008 / Kayax 2009), em que o grupo, pela primeira vez, apresenta composições não tradicionais; "Nord" (Jaro 2012 / Karrot Kommando 2012), um encontro de músicos em busca de elementos comuns entre os eslavos, os escandinavos e os povos indígenas do Norte;  "Sun Celebration" (Karrot Kommando 2015 / Jaro 2016), o primeiro álbum duplo na discografia da banda, que inclui a participação de músicos da Índia, Pérsia e Galiza; "mazovian re:action" (Karrot Kommando 2017), em que o grupo se dedica inteiramente às raízes musicais, transformando-as criativamente em música do século XXI; "Waterduction" (Karrot Kommando 2020), inspirado no rio Vístula; e "Twines" (Karrot Kommando 2024), com o projeto Bassałyki, uma fusão deslumbrante do estilo britânico-caribenho com o seu adorado som tradicional.”

                         (01) Przyjdz Jasienku (1:24) "Hop sa sa"

                         (13) Lament (2:30) "Uprooting”

                         (01) Uroda (0:51) "Waterduction"

                         (02) 1.5 h (6:21) “Infinity”

                         (13) Maydów (4:42) "People's Spring"

                         (02) Kalinowy Mostek (6:00) "Twines"

                         (09) Usypianka (4:21) "mazovian re:action"

 

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“Uma composição onde se exaltam as potencialidades do tambur; uma interpretação do “grande canto” do Uzbequistão, conhecido por katta ashulla; e um tema de mugham, a forma musical vocal e instrumental do Azerbaijão. São os sons que encerram a primeira parte do Templo das Heresias”.

(1) Hector Zazou & Swara (Argélia /…) (1) Zannat (4:49) “In the House of Mirrors”

(2) Munadjat Yulchieva & Ensemble Shavkat Mirzaev (Uzbequistão) (9) Ey, Dilbary Djononim (6:24) “A Haunting Voice”

(3) Alim Qasimov Ensemble (Azerbaijão) (3) Getme Getme/Aman Avdji (10:00) “The Legendary Art of Mugham”


 

 

2ª Hora

“Uma Ballade do poeta francês Jehan de Lescurel e uma ballata do italiano Gherardello da Firenze, ambas do século XIV; ainda um poema anónimo da França do século XIII e uma outra ballata anónima do século XIV. Intérpretes da França, Inglaterra, Itália e Rússia abrem a segunda parte do Templo das Heresias”.

(1) Amadis (França) (3) Amours, trop vous dói cherir (4:08) “Anges ou démons”

(2) Mediva (Inglaterra) (3) I’vo’ bene (3:54) "Viva Mediva!"

(3) La Reverdie (Itália) (5) Pange melos lacrimosum (4:00) “Nox-Lux (France & Angleterre,  1200-1300)”

(4) Ensemble Syntagma (Rússia) (1) Che Ti Zova Nasconder (5:10) “Stylems: Italian Music From the Trecento”

 

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“A implementação da ideia da formação do Al Andaluz Project é a história do encontro de duas formações musicais, os consagrados Estampie e os quase desconhecidos L'Ham de Foc. Michael Popp, diretor musical dos Estampie, ensemble alemão bem conhecido na cena da música medieval pela sua inovação e qualidade, após um concerto em Espanha, recebeu uma gravação dos L´Ham de Foc, uma banda de Valência que se dedica a misturar as sonoridades do Mediterrâneo oriental com a música medieval. Algumas semanas mais tarde, os valencianos atuaram em Munique, base dos Estampie, e Michael Popp, entusiasmado com o disco que recebera, aproveitou a oportunidade e propôs um projeto comum com os músicos espanhóis.

Durante os vários encontros em Munique e em Valência, altamente produtivos e inspiradores, foram trocadas experiências entre os músicos e novas ideias foram surgindo. Com três extraordinárias vozes femininas, o Al Andaluz Project dedicou-se a interpretar os géneros dominantes da música da Península Ibérica da Idade Média: A espanhola Mara Aranda a cantar os romances sefarditas, a alemã Sigrid Hausen a interpretar as cantigas galaico-portuguesas do Cancioneiro de Santa Maria e a marroquina Iman Kandoussi a interpretar as canções árabes. Acompanham-nas exímios músicos espanhóis, alemães e marroquinos, que se socorrem pontualmente de percussionistas da Índia e da Rússia.

"Deus et Diabolus" (Galileo 2007), "Al-Maraya" (Galileo 2010), "Salam" (Galileo 2012) e "The Songs of Iman Kandoussi - Traditional Arabic Andalusian" (Galileo 2024), para além do registo ao vivo "Live in München 2011" (Galileo 2012),  os discos editados pelo Al Andaluz Project até à data, são exemplos perfeitos de autênticos intercâmbios culturais que ultrapassam datas e fronteiras, revelam um domínio perfeito de inúmeros instrumentos antigos e tradicionais (a sanfona, a nyckelharpa, o saz, o qanun, o oud, o rabab e a tabla, entre outros), sobrevoando as fabulosas vozes de Sigrid, Mara e Iman”.

        (07) La galana y el mar (5:12) “Deus et Diabolus”

        (09) Hija mia (3:30) “Al-Maraya”

        (06) Amors Mard / Arafto Lhawa Mod Arafto Hawak (5:59) “Salam”

        (14) Un castel / Improvisation Iman (6:13) Traditional Arabic  

               Andalusian

 

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“Recuando ainda mais no tempo, O Templo das Heresias incide, no final do programa de hoje, nos sons da música da Suméria e do Antigo Egipto”.

(1) Ensemble De Organographia (EUA) (11) A zaluzi to the Gods (3:49) “Music of the Ancient Sumerians, Egyptians & Greeks”

(2) Ali Jihad Racy (Líbano) (2) The land of the Blessed (6:56) “Ancient Egypt”

(3) Michael Atherton (Austrália) (17) Shen(song) (5:02) “Ankh: The Sound of Ancient Egypt”

(4) Rafael Pérez Arroyo / Hathor Ensemble (Espanha) (3) Iba Dance (6:59) “Ancient Egypt: Music in the age of the Pyramids”

2026/03/15

“Murmurosi” (Ucrânia) / Françoise Atlan” (França)

         1ª Hora 

“Dois temas onde a kora da África Ocidental tece melodias sobre o baixo, o trombone e a guitarra tocados por músicos europeus e americanos; e uma composição sobre um castelo de Istanbul, anterior à tomada de Constantinopla pelos turcos otomanos. Três extraordinárias peças instrumentais abrem, hoje, o Templo das Heresias”.

(1) Taffetas (Guiné-Bissau/Suíça) (2) Saudade do meu Amor (8:47) “Taffetas”

(2) Roswell Rudd’s Toumani Diabate (Mali/EUA) (1) Bamako (4:50) “Malicool”

(3) Can Atilla (Turquia) (7) Rumeli Hisari'nin Yapilisi (5:00) 1453 - Sultanlar Aşkina

 

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 “O Quarteto Murmurosi (Мурмуроси) é um grupo singularmente encantador que entrelaça texturas vocais polifónicas ucranianas com novas composições musicais enraizadas em tradições folclóricas, desde os Montes Cárpatos até às ilhas gregas. Sediados em Montreal, os Murmurosi representam - através do seu foco na polifonia ucraniana e na canção da Europa de Leste - um diálogo entre o velho e o novo, a expressão individual e a tradição coletiva. O seu trabalho é tanto uma homenagem como uma reinvenção: honrando as raízes folclóricas enquanto exploram os limites da performance vocal.

As canções dos Murmurosi nasceram de vozes entrelaçadas em cozinhas, salas de ensaio e tranquilas caminhadas noturnas para casa. Transportam histórias folclóricas antigas, mas também a forma como os músicos ouvem a cidade a respirar à sua volta, hoje. Cada música é, ao mesmo tempo, memória e experiência, enraizada na tradição, mas procurando um novo som. As vozes de Telentso e Camilo entrelaçam-se, divergindo e convergindo de acordo com o princípio polifónico que perpassa grande parte da música vocal da Europa de leste. As performances da dupla - puras, claras, precisas e muito poderosas - só podem elevar o espírito.

Até à data, os Murmurosi editaram o EP “Zymuvala” (2020) – onde participa a convidada Marina Krut na bandura - e os CD Bohutyn” (2020) – que inclui o tema “Zymuvala” - e Svitanok” (2025) - palavra que significa “amanhecer” em ucraniano”.

                      (01) Zymuvala (5:23) “Zymuvala”

                      (08) Nich Yaka Misyachna (4:59) “Bohutyn”

                      (10) U Nedilyu Rano (4:52) “Svitanok”

                      (13) Tsyhanka Vorozhka (3:38) “Svitanok”

                      (06) Vesnianochka (1:33) “Svitanok”

         

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“Um tema onde um ensemble ocidental penetra nos meandros do klezmer, a música judaica do leste europeu, entre duas composições onde o oud, o zarb, o daf, o gatam, congas e percussões indianas interagem maravilhosamente com saxofones, contrabaixos, trompetes e flautas. Extraordinárias fusões do jazz com as sonoridades tradicionais encerram a primeira parte do Templo das Heresias”.

(1) Michel Bismut/… (Tunísia) (2) Ludio (7:26) “Ur”

(2) Masada Chamber Ensembles (EUA) II (1) Tannaim (4:38) 

     “Bar Kokhba”

(3) Rabih Abou-Khalil (Líbano) (1) Sahara (8:18) “Blue Camel”



2ª Hora

 “Um poema trovadoresco do séc. XII de Beatriz de Dia e uma cantiga de Santa Maria, de Afonso X, o sábio, do séc. XIII, abrem a segunda parte do Templo das Heresias”.

(1)    Studio der Frühen Musik (Alemanha/ EUA) I (8) A Chanter M'Er De So Qu' Eu No Volria (11:46) “Troubadours”

(2)    Grupo Sema (Espanha) (I) (8) Eno pouco e no muito. En todo lles faz mercee (7:53) “Las Cantigas de Afonso el Sábio” 

 

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 Françoise Atlan é uma cantora francesa de origem sefardita, reconhecida como uma das vozes mais importantes na interpretação do repertório tradicional do Mediterrâneo, especialmente a música judaico-espanhola (em ladino) e arabo-andaluza. Atlan foi inclusivamente uma das primeiras cantoras a explorar o repertório andaluz partilhado por árabes e judeus.

Em 2003, Françoise Atlan editou o extraordinário registo Andalussyat, agora reeditado pela Buda Musique. O que torna este álbum especial é, em primeiro lugar, o facto de ter sido gravado com a excelente OrchestreArabo-Andalou de Fès, dirigida pelo seu maestro de longa data, Mohammed Briouel. Isto significa que existe uma rica textura de instrumentos de cordas (maioritariamente) friccionados a acompanhar Atlan, conferindo potência e profundidade à música. E, em segundo lugar, o facto de, na maioria das faixas, justapor uma canção judaica (em ladino) e uma canção árabe, no mesmo modo, mostrando o seu universo sonoro comum. Embora a música pertença à convivência entre muçulmanos e judeus na Espanha medieval, a maioria das canções é secular e algumas vêm da Turquia, dos Balcãs ou de Marrocos, para onde os judeus sefarditas partiram após a sua expulsão de Espanha em 1492.”

       (02) StekhbarIrak - Allahou (4:04)   

       (03) Morena- Ya Malih (6:24)

       (05) Scalerica - La Qod Jara (4:02)

       (01) El Rey De Francia - Qod Niltu Hibbi (5:52)

 

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“Uma cantiga anónima do séc. XIII, uma cansó de Berenguer de Palol do séc. XII e uma canção trágica de Bernard de Ventadorn também do séc. XII. É com a poesia trovadoresca da Provença medieval que encerramos hoje O Templo das Heresias”.

(1)   Diabolus in Musica (França) (14) Bele Yolanz En Ses Chambres Seoit (Chanson) (6:06) “La Doce Accordance: chansons de Trouvères”

(2)     Altramar (EUA) (6) Dona Si Totz Temps Vivia (8:00) “Iberian Garden, Vol.I”

(3)  Millenarium (Bélgica/ França) (3) Can Vei La Lauzeta Mover (5:58) “Chansons de Troubadours et Danses de Jongleurs”

2011/04/17

Boubacar Traoré (Mali) / Al Andaluz Project (Alemanha/Espanha/Marrocos)

“Uma peça da Guiné-Bissau sobre a saudade, uma canção do Senegal dedicada à paz e um feliz encontro da música griot da Guiné Conácri com a andalusa. São as primeiras heresias de hoje”.

(1) Taffetas (Guiné-Bissau / Suíça) (2) Saudade do meu amor (8:50) “Taffetas”
(2) Cissoko (Senegal) (9) Kaira (6:27) “Diam (la paix)”
(3) Djeli Moussa Diawara (Guiné Conácri) (3) Democratie (4:48) “Flamenkora”

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Boubacar Traoré nasceu em Kayes, a noroeste do Mali. Professor de profissão, Boubacar tem, no entanto, como verdadeira paixão a encantadora música de guitarras da região de Khassonke, que utiliza combinada com elementos do blues e do folk europeu.
Nos anos 70, Traoré emigrou para Paris e absorveu as influências do ocidente europeu. Quando regressou ao Mali, a sua música ganhou novos contornos e popularizou-se, passando a ser tocada regularmente na Rádio. Como Traoré não era um Jali, sentia-se livre para compor o seu próprio material, pelo que foi escrevendo letras que forneciam uma visão refrescante do reportório tradicional Mandinga.
As preocupações de Traoré são essencialmente sociais e sentimentais e a sua linguagem directa e apaixonada. As suas canções abordam todos os aspectos da sociedade e todas as faixas etárias. Encoraja a juventude a seguir os valores sociais dos seus pais, enfatiza a importância da verdade e sobrevaloriza o amor em relação ao dinheiro, entre outras mensagens.
Boubacar Traoré editou, até à data, oito registos: “Mariama“ (1990), “Kar Kar” (1992), “Les Enfants de Pierrette” (1995), “Sa Golo” (1996), “Maciré” (1999), “Je Chanterai pour toi” (2003), “Kongo Magni” (2005) e “Mali Denhou” (2011). Harmónicas, ngoni e hipnose em seis cordas cristalinas remetem-nos para o mundo do blues do Mali. As percussões do balafon e do calabash, plenas de ritmo, acompanham os passos lentos. A África profunda jorra por todos os lados!
Mais informações: http://www.lusafrica.com/4_1.cfm?p=160


(02) Mouso Tèkè Soma Ye (6:16) “Sa Golo”
(01) Mariama Kaba (5:35) “Mariama“
(05) Minuit (4:13) “Mali Denhou”
(03) Kanou (7:05) “Kongo Magni”

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“As potencialidades do oud, um instrumento de origem árabe semelhante ao alaúde, tecendo bandas sonoras do deserto e um poema litúrgico judaico das sinagogas do Magrebe. São os sons que encerram a primeira parte do Templo das Heresias”.

(1) Alla (Argélia) (4) Le Bled (12,12) “Tanakoul”
(2) Alain Chekroun & Taoufik Bestandji (Israel/Argélia) (3) Rahamekha (9,12) “Chants des Synagogues du Maghreb”

2ª Hora

“Uma Ballade do poeta francês Jehan de Lescurel e uma ballata do italiano Gherardello da Firenze, ambas do século XIV; ainda um poema anónimo da França do século XIII e uma outra ballata anónima do século XIV. Intérpretes da França, Inglaterra, Itália e Rússia abrem a segunda parte do Templo das Heresias”.

(1) Amadis (França) (3) Amours, trop vous dói cherir (4:08) “Anges ou démons”
(2) Mediva (Inglaterra) (3) I’vo’ bene (3:54) "Viva Mediva!"
(3) La Reverdie (Itália) (5) Pange melos lacrimosum (4:00) “Nox-Lux (France & Angleterre, 1200-1300)”
(4) Ensemble Syntagma (Rússia) (1) Che Ti Zova Nasconder (5:10) “Stylems: Italian Music From the Trecento”

(Separador)

A implementação da ideia da formação do Al Andaluz Project é a história do encontro de duas formações musicais, os consagrados Estampie e os quase desconhecidos L'Ham de Foc. Michael Popp, director musical dos Estampie, ensemble alemão bem conhecido na cena da música medieval pela sua inovação e qualidade, após um concerto em Espanha, recebeu uma gravação dos L´Ham de Foc, uma banda de Valência que se dedica a misturar as sonoridades do Mediterrâneo oriental com a música medieval. Algumas semanas mais tarde, os valencianos actuaram em Munique, base dos Estampie, e Michael Popp, entusiasmado com o disco que recebera, aproveitou a oportunidade e propôs um projecto comum com os músicos espanhóis.
Durante os vários encontros em Munique e em Valência, altamente produtivos e inspiradores, foram trocadas experiências entre os músicos e novas ideias foram surgindo. Com três extraordinárias vozes femininas, o Al Andaluz Project dedicou-se a interpretar os géneros dominantes da música da Península Ibérica da Idade Média: A espanhola Mara Aranda a cantar os romances sefarditas, a alemã Sigrid Hausen a interpretar as cantigas galaico-portuguesas do Cancioneiro de Santa María e a marroquina Iman al Kandoussi a interpretar as canções árabes. Acompanham-nas exímios músicos espanhóis, alemães e marroquinos, que se socorrem pontualmente de percussionistas da Índia e da Rússia.
“Deus et Diabolus” (Galileo 2007) e “Al-Maraya” (Galileo 2010), os dois discos editados pelo Al Andaluz Project, até à data, dois exemplos perfeitos de autênticos intercâmbios culturais que ultrapassam datas e fronteiras, revelam um domínio perfeito de inúmeros instrumentos antigos e tradicionais (a sanfona, a nyckelharpa, o saz, o qanun, o oud, o rabab e a tabla, entre outros), sobrevoando as fabulosas vozes de Sigrid, Mara e Iman.
Mais informações: http://www.alandaluzproject.de/


(09) Hija mia (3:30) “Al-Maraya”
(09) Atiny naya (2:28) “Deus et Diabolus”
(07) La galana y el mar (5:12) “Deus et Diabolus”
(12) Las suegras de ahora (5:15) “Deus et Diabolus”
(03) Un sirventes novel (4:35) “Al-Maraya”

(Separador)

“Recuando ainda mais no tempo, o Templo das Heresias incide, no final do programa de hoje, nos sons da música da Suméria e do Antigo Egipto”.

(1) Ensemble De Organographia (EUA) (11) A zaluzi to the Gods (3:49) “Music of the Ancient Sumerians, Egyptians & Greeks”
(2) Ali Jihad Racy (Líbano) (2) The land of the Blessed (6:56) “Ancient Egypt”
(3) Michael Atherton (Austrália) (17) Shen(song) (5:02) “Ankh: The Sound of Ancient Egypt”
(4) Rafael Pérez Arroyo / Hathor Ensemble (Espanha) (3) Iba Dance (6:59) “Ancient Egypt: Music in the age of the Pyramids”

2011/03/31

Souad Massi (Argélia) / Soeur Marie Keyrouz (Líbano)

“Uma canção de amor da Mauritânia, um elogio à mulher proveniente do Níger, um tema dos poetas rebeldes do Mali desértico e um manifesto político dos Sahraoui (Sahara Ocidental). São os sons que abrem hoje as portas do Templo das Heresias”.

(1) Malouma (Mauritânia) (9) Mahma El Houb (5,49) “Dunya”
(2) Etran Finatawa (Níger) (2) A Dunya (5,03) “Desert Crossroads”
(3) Tinariwen (Mali) (3) Chatma (5,36) “Amassakoul”
(4) Mariem Hassan (Sahara Ocidental) (8) Id Chab (3,34) “The Rough Guide to the Music of the Sahara”

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“O Ciclo dedicado às músicas do mundo na Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa na Temporada 2010/ 2011 apresenta, dia 28 de Março, a argelina Souad Massi substituindo a indiana Anoushka Shankar que cancelou todos os seus espectáculos previstos para esta altura.
Nascida na Argélia em 1972, Souad Massi destacou-se como vocalista e guitarrista, sofrendo influências do flamenco e de cantautoras de intervenção como Joan Baez, em proveito de um estilo muito pessoal e criativo, aberto ao Norte e ao Sul, ao Oriente e ao Ocidente. Apadrinhada por importantes músicos como Geoffrey Oryema, Thierry Robin, Idir e a Orquestra Nacional de Barbes, Souad Massi rapidamente se converteu numa das revelações indiscutíveis da música do Magrebe.
Souad começou por editar o registo “Raoui” – que significa “contadora de histórias” – cujos textos, em árabe e em francês, indiciavam o surgimento de uma nova cantora de intervenção. Em 2003 editou “Deb (heart broken)”, um álbum onde Souad mostrava a sua faceta mais poética e romântica. Em 2005, a jovem argelina regressou com “Honeysuckie (Mesk Elil)”, um álbum onde se revelavam canções pop com arranjos de luxo. Após a compilação ao vivo "Acoustic", em 2010, Souad Massi regressou com o "Ô Houria", um trabalho subtil, apaixonado e desarmante onde a cantora e guitarrista argelina, radicada em Paris, incorpora as influências ocidentais nas suas raízes. À música árabe e à pop, adornadas pela voz de arabescos de Souad, juntam-se guitarras, ukelele, bouzouki, mandolim, oud, piano, acordeão e percussões várias.
Mais informações: http://www.souadmassi.net/

(01) Samira Meskina (4:02) “Ó Houria”
(01) Raoui (4:27) “Raoui”
(02) Ghir enta (5:07) “Deb (heart broken)”
(10) Why is my heart sad (malou) (6:08) “Honeysuckie (Mesk Elil)”

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“Uma canção de amor sofrido das Ilhas Baleares, um tema tradicional do México sobre a escravatura, uma melodia que exalta a beleza das paisagens de Cuba e um canto da mestiçagem típica de Cabo Verde. São os sons que encerram a 1ª parte do Templo das Heresias.”

(1) Buika (Ilhas Baleares) (8) Volver (4:23) “Niña de Fuego”
(2) Lhasa (México) (5) El Payande (3:31) “La Lhorona”
(3) Omara Portuondo (Cuba) (5) Junto a un cañaveral (3:30) “Flor de Amor”
(4) Simentera (Cabo Verde) (1) Ami Xintadu (4:32) “Tr’adictional”

2ª Hora

“Uma adaptação de uma canção tradicional grega denominada “Oneiron tes kóres”, um tema anónimo sobre uma paixão por uma donzela e uma melodia tradicional do século X dos judeus iemenitas. O património sefardita na abertura da segunda parte do Templo das Heresias”.

(1) Primavera en Salonico (Grécia) (2) El sueño de la hija del rey (4:50) “Anixi sti Saloniki”
(2) Arianna Savall (Suíça) (2) Yo m’enamori d’un aire (5:08) "Bella Terra”
(3) Judith R. Cohen (Canadá) (2) Dror Yigra (7:51) “Empezar quiero contar”

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A libanesa Marie Keyrouz alia os seus profundos conhecimentos musicológicos do canto sacro ocidental e oriental a uma voz com um timbre de rara beleza e espiritualidade. Observando o ritmo ortodoxo grego, de onde uma parte da liturgia é em siríaco, os álbuns “Chant Byzantin” (1989), “Chant Traditionnel Maronite” (1991) e “Chants Sacrés Melchites” (1994) revelam-nos um trabalho que Marie Keyrouz vem desenvolvendo em prol da divulgação do canto sacro subjacente a liturgias específicas que teimam em sobreviver no conturbado e dito berço da humanidade. Em 1996, Marie Keyrouz editou “Cantiques de l’Orient”, em 1999 “Sacred songs from East & West”, em 2001 “Psaumes pour le 3ème Millénaire” e em 2003 “Hymnes to Hope”, registos carregados de salmos e hinos à esperança e de ecos do amor infinito de Deus pelo Homem.
Em 2008, Marie Keyrouz editou o seu último registo, intitulado “La Passion dans les Eglises Orientales”, produzido pela Univerkey (www.univerkey.com), sendo os benefícios da sua venda canalizados para a ajuda à escolarização das crianças desfavorecidas do Líbano. Uma vez mais, Marie Keyrouz brindou-nos com poemas líricos de inspiração religiosa, litúrgica, espiritual ou muito simplesmente humana, uma vez que “La Passion” busca a sua essência nos temas musicais mais antigos do canto tradicional maronita, melchita, siríaco e bizantino.
Mais informações: http://www.keyrouz.com/engindex.html

(01) Man hadha I malik (4:00) “La Passion”
(02) Ilahi hanayta-s-sama (8:11) “Cantiques de l’Orient”
(02) Hymnes byzantines de l’office de la Passion (7:09) “Psaumes pour le 3ème Millénaire”

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“Ensembles da Áustria, Brasil e Espanha interpretam as Cantigas de Santa Maria números 295, 100 e 122. Um dos maiores monumentos literários do Século XIII preenche, assim, a última parte do Templo das Heresias”.

(1) Ensemble Unicorn (Áustria) (6) Que por al non devess (5:43) “Alfonso X, El Sabio”
(2) Música Antiga da UFF (Brasil) (12) Santa Maria strela do dia (2:32) “Cânticos de Amor e Louvor”
(3) Grupo Sema (Espanha) I (6) Miragres muitos pelos reis faz (10:09) “Las Cantigas de Alfonso El Sabio”

2011/01/23

Warsaw Village Band (Polónia) / Yasmin Levy (Israel)

“Um hino cigano à Primavera entoado por uma intérprete turca, uma composição sobre a felicidade dos ciganos macedónios, uma canção folk sobre o destino e a errância dos ciganos búlgaros e um canto sobre a liberdade dos ciganos romenos. São os sons que abrem hoje as portas do Templo das Heresias”.

(1) Sezen Aksu (Turquia) (4) Hidrellez (3:51) “The Wedding and the Funeral”
(2) Esma Redzepova & Ensemble Theodosievsky (Macedónia) (4) Szelem Szelem (4:47) “Road of the Gypsies”
(3) Angelite (Bulgária) (1) Sadba (2:52) “Balkan Passions”
(4) Romica Puceanu & Orchestra Florea Cioaca (Roménia) (6) Erau Zarzarii-Nfloriti (5:33) “Cine nu stie ce-i doru”

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O grupo polaco Warsaw Village Band, constituído em 1997 por seis jovens músicos que descobriram a magia dos antigos instrumentos e dos antigos estilos vocais, produz um tipo de música a que chamam "hardcore folk", uma espécie de bio-techno no estilo "Voz Branca", um canto em forma de grito, usado no passado pelos pastores polacos. Instrumentos de cordas a soar como trombetas francesas, tambores furiosos, trance, improvisação e elementos da música das raízes são utilizados com entusiasmo e paixão pelos músicos que adoram viajar pela Polónia e pelo mundo para transmitir à sua própria geração os estilos musicais dos antigos. De entre os instrumentos tradicionais que utilizam, saliente-se a quase extinta "Suka", um tipo único de rabeca polaca do séc. XVI, tocada com as unhas. De realçar, ainda, na Warsaw Village Band, a criação de ritmos a partir de dois tambores, o que é muito pouco comum em qualquer tipo de música folk.
Para além da remix “Upmixing” (Jaro 2008) e do disco ao vivo “Live” (Jaro 2010), a Warsaw Village Band editou, até à data, quatro registos em estúdio: "Hopsasa Classic Polo", (Kamahuk 1998 / Jaro 2005), considerado o álbum folk do ano pelos ouvintes da Radio 3 Polaca e pela Revista Brum; "People's Spring" (Jaro 2001), um álbum extraordinário, vencedor do "BBC World Music Award"; "Uprooting” (2004 Jaro), o melhor álbum folk polaco do ano; e “Infinity” (Jaro 2008), em que o grupo, pela primeira vez, apresenta composições não tradicionais.
Mais informações: http://www.warsawvillageband.net/


(13) Lament (2:30) "Uprooting”
(01) Przyjdz Jasienku (1:24) "Hopsasa Classic Polo"
(02) 1.5 h (6:21) “Infinity”
(03) At my mother’s (4:16) "People's Spring"
(13) Maydów (4:42) "People's Spring"


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“Uma composição onde se exaltam as potencialidades do tambur; uma interpretação do “grande canto” do Uzbequistão, conhecido por katta ashulla; e um tema de mugham, a forma musical vocal e instrumental do Azerbaijão. São os sons que encerram a 1ª parte do Templo das Heresias.”

(1) Hector Zazou & Swara (Argélia /…) (1) Zannat (4:49) “In the House of Mirrors”
(2) Munadjat Yulchieva & Ensemble Shavkat Mirzaev (Uzbequistão) (9) Ey, Dilbary Djononim (6:24) “A Haunting Voice”
(3) Alim Qasimov Ensemble (Azerbaijão) (3) Getme Getme/Aman Avdji (10:00) “The Legendary Art of Mugham”


2ª Hora

“Uma lírica da Galiza do século XIII, uma vocalização harmónica baseada nos ancestrais cantos bifónicos mongóis e um tema árabo-andaluz da Granada do século XV. Antigas composições com novas roupagens na abertura da segunda parte do Templo das Heresias”.

(1) Stellamara (EUA) (3) Zephyrus (4:36) “Star of the Sea”
(2) David Hykes (EUA) (2) True to the Times (8:06) “True to the Times”
(3) Vox (Bulgária/...) (5) While the Birds Sing (7:19) “From Spain to Spain”

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A israelita Yasmin Levy, “uma das melhores cantoras do Médio Oriente”, segundo o The Guardian, depois de ter estado em Julho de 2010 em Sines, regressa a Portugal, nos próximos dias 26 e 29 de Janeiro, para actuar na Casa da Música (Porto) e no Grande Auditório da Gulbenkian (Lisboa).
Nascida em Jerusalém (1975), filha de um profundo conhecedor do repertório da tradição ladina, Yasmin dá nova vida a letras muito antigas, provenientes dos bairros judeus habitados pelos descendentes dos exilados de Portugal e Espanha no século XVI. Cantando em ladino, espanhol, hebraico, árabe e turco, Yasmin utiliza a música dos judeus sefarditas da Península Ibérica como base das suas canções e mistura-a com o flamenco (que viria a estudar em Sevilha, onde residiu durante algum tempo). Com a sua voz profunda e espiritual, Yasmin Levy entrelaça a pureza e o romantismo da música ladina com a paixão e a sensualidade do flamenco e serve-se, ainda, das influências do Oriente e dos Balcãs. Revela, assim, um singularíssimo estilo emotivo e nostálgico que veio a merecer a aclamação da crítica internacional, com duas nomeações para os prémios da BBC Radio 3.
Até à data, Yasmin Levy editou quatro registos: “Romance & Yasmin” (2004), “La Judería” (2005), “Mano Suave” (2007) e “Sentir” (2009).
Mais informações: http://www.yasminlevy.net/


(06) Una Pastora (2:01) “Sentir”
(06) Keter (5:38) “La Judería”
(02) Mano Suave (5:26) “Mano Suave”
(07) Una ora en la ventana (4:52) “Romance & Yasmin”
(09) Me estas mirando (3:36) “Romance & Yasmin”

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“Versões modernistas de composições do Llibre Vermell de Montserrat do séc. XIV; de um manuscrito da Abadia de St. Martial de Limoges, referência na Aquitânia durante o século XII; da mística abadessa beneditina alemã do séc. XII Hildegard von Bingen e de uma cerimónia religiosa húngara. São os sons que encerram o Templo das Heresias”.

(4) Hughes de Courson (França) (1) Stella Splendens (4:45) “Lux Obscura: a medieval electronic project”
(5) Pilgrimage (Inglaterra) (1) Campus Stella (5:10) “9 Songs of Ekstasy”
(6) Garmarna (Suécia) (6) O vis aeternitates (3:40) “Hildegard von Bingen”
(7) Lászlo Hortobágyi (Hungria) (4) Rex Virginum (6:00) “The Arcadian Collection”

2010/12/24

Anghjula Potentini (Córsega) / Ensemble Kantika (Alemanha/França/…)

“Uma composição baseada numa canção de amor greco-tunisina, uma prece arabo-andalusa habitualmente entoada de madrugada, um texto sagrado hebraico, um takhsefto (canto sagrado de Tagore) e um tema tradicional iraniano. São os sons que abrem hoje as portas do Templo das Heresias”.

(1) Savina Yannatou e Primavera en Salonico (Grécia) (19) Rabbi Blonni Bemlayan (3:35) “Songs of the Mediterranean”
(2) Amina Alaoui (Marrocos) (10) Batahouvat el Qama Bachahar (3:17) “Alcantara”
(3) Ruth Wieder Magan (Israel) (1) Roza Deshabbos (4:59) “Songs of the Invisible God”
(4) Evelyne Daoud (Palestina) (13) Akh tagore h’achire (4:44) “Chants sacrés”
(5) Nomad (França) (6) Manasiko (4:22) “Ciguri”

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Depois de um período de esquecimento e relativa decadência, o canto corso da tradição oral revigorou-se para atingir, no presente, uma indubitável expressividade e significado culturais. O dinâmico movimento de revivificação conseguiu levar de novo para as igrejas corsas as magníficas polifonias religiosas e, nos bistrots e alpendres, passou de novo a ouvir-se a paghjelle, a resposta profana às polifonias litúrgicas. A essa efervescência não serão certamente alheios os esforços, por exemplo, do malogrado Hector Zazou com Les Nouvelles Polyphonies Corses ou de Cinqui So, David Rueff, Donnisulana, Tavagna e Barbara Fortuna, entre outros.
Do novo fôlego do canto corso faz indubitavelmente parte a extraordinária voz de Anghjula Potentini, através dos discos “A lettera d’amore” e “Fiara”, editados pela Buda Musique.
Acompanhada por músicos talentosos, Anghjula Potentini interpreta o repertório popular corso com respeito, talento e criatividade. As letras das canções, como em todos os cantos populares corsos, são simples. Falam das esperanças, dos amores, das flores e dos corpos. E têm esse significado apenas: esperanças, vidas, ventos, dias... E o canto de Anghjula é a representação mais rude e bela que se pode fazer da voz dos anjos. A terra inóspita e os que vivem em comunhão de vidas com os elementos, conseguiram gerar essa voz que atravessa a alma, que envolve para além da mera sensação de felicidade imediata. É uma voz intemporal que tanto cria torrentes de evocação como o mais completo desejo de alegria tranquila.
Existe em Anghjula Potentini uma postura elevada de mostrar que a música popular é algo que continua a revelar tesouros escondidos.
Mais informações em: http://www.myspace.com/anghjulapotentini


(02) Amore speratu (4:26) “Fiara”
(04) Di veru è di Passione (4:56) “Fiara”
(13) Dio vi salvi Regina (2:50) “A lettera d’amore”
(10) O Dumè (2:54) “A lettera d’amore”
(04) Francesca Maria (4:26) “A lettera d’amore”
(06) Minicola (3:14) “A lettera d’amore”

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“Um tema basco sobre o exílio, uma canção tradicional da etnia Saami da Lapónia e um canto dos índios Seri de Sonora (México) que acompanha o nascimento encerram a primeira parte do Templo das Heresias”.

(1) Pedro Soler & Benãt Achiary (País Basco/França) (7) Chant d’exil (4:59) “Prés du coeur sauvage…”
(2) Wimme (Finlândia) (6) Boaimmas (5:35) “Wimme”
(3) Yaki Kandru (Colômbia) (3) Canto de los Seri (7:00) “Music from the Tropical rainforest & other Magic Places”

2ª Hora

“Curiosas interpretações da música do Antigo Egipto dão início à segunda hora do Templo das Heresias”.

(1) Ensemble De Organographia (EUA) (25) Harp piece II (2:02) “Music of the Ancient Sumerians, Egyptians & Greeks”
(2) Ali Jihad Racy (Líbano) (2) The Land of Blessed (6:56) “Ancient Egypt”
(3) Michael Atherton (Austrália) (17) Shen (song) (5:02) “Ankh: The Sound of Ancient Egypt”
(4) Rafael Pérez Arroyo (Espanha) (3) Iba Dance (6:59) “Ancient Egypt: Music in the age of the Pyramids”

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Kantika é um ensemble de música antiga, fundado em 1998 em Paris, que se especializou no repertório pré-renascentista, desde o canto gregoriano do século XI às cantigas das cortes régias e senhoriais da Baixa Idade Média. Incidindo, sobretudo, sobre o canto sacro, o ensemble faz, no entanto, incursões regulares em áreas como o madrigal, o conto, a polifonia contemporânea ou as cantigas dos trovadores.
Liderado pela musicóloga e cantora Kristin Hoefener, este grupo vocal, geralmente composto por cinco vocalistas femininas, privilegia, no seu trabalho, o património musical medieval europeu, o culto dos santos locais e das liturgias esquecidas e a interpretação o mais próxima possível das acústicas originais. As Kantika incluem, também, uma componente de transmissão que engloba actividades como a formação contínua, oficinas com coros e grupos vocais, ateliers de design e de projectos artísticos e estágios de canto gregoriano e de músicas medievais.
Nos concertos, o Ensemble Kantika convida a audiência para uma viagem ao passado, ao universo misterioso de um mosteiro medieval, à imponência de uma catedral ou à riqueza de uma corte senhorial. No final, as intérpretes comunicam e interagem com académicos e artistas e respondem às perguntas dos interessados.
Através da vigorosa interpretação das suas cantoras, cada uma com a sua própria personalidade e potencial artístico, as KANTIKA têm contribuído, ao longo dos anos, para a revitalização da música medieval. O seu estilo musical único combina a alma de cânticos antigos com um som contemporâneo refinado, apresentado em quatro registos de arquitectura excepcional: “A summo cello” (2005), com cantos e polifonias gregorianas dos séculos XI-XII, da Aquitânia; “Lux” (2006), com cantos de manuscritos dos séculos XI-XIV, da Catedral de Apt; "O Maria Virgo” (2007), uma reconstrução de uma missa cantada na abadia cisterciense feminina de Santa Maria de Las Huelgas, em 1300; e “Estel de mar” (2009), um programa com as canções dos peregrinos medievais de veneração à Virgem Maria (século XIV).
É este último, “Estel de mar”, que contém os maravilhosos cantos do Llibre Vermell de Montserrat da Catalunha, que aqui divulgamos hoje. As Kantika editaram este registo para a Christophorus, utilizando apenas gravador, violino, rabeca e pandeiro, evitando, assim, qualquer exagero. Cantoras de diferentes origens europeias, cada uma emprestando um colorido vocal diferente, fazem de “Estel de mar”, uma gravação animada, surpreendente e cheia de contrastes.
Mais informações: http://www.kantika.com/en/news/


(02) Stella splendens (6:45)
(06) Los set gotxs recomptarem (6:32)
(11) Inperayritz de la ciutat joyosa (8:06)

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“Um tema arabo-andaluz da Espanha medieval, um canto trovadoresco do séc. XIII, um texto bíblico e uma cantiga de amigo de Martin Codax encerram as portas do Templo de hoje”.

(1) Calamus (Espanha) (6) Quddâm (8:06) “The Splendour of Al-Andalus”
(2) Eduardo Paniagua/ … (Espanha/França/…) (5) Tres enemics e dos mals senhors ai (5:00) “Luz de la Mediterrania”
(3) Catherine Braslavsky (França) (5) Beati (3:56) “Un jour d’entre les jours…”
(4) The Dufay Collective (Inglaterra) (1) Quantas saberes amar (5:49) “Music for Alfonso the Wise”