1ª Hora
“Um
tema da Turquia sobre a procura da
felicidade, uma canção de amor e saudade dos ciganos da Rússia, uma peça de Israel
sobre os mistérios insondáveis da vida e uma composição Búlgaro-Macedónia sobre um herói popular que lutou contra os turcos
nas montanhas Pirin. São os sons que abrem hoje O Templo das Heresias”.
(1) Senem Diyici (Turquia) (4) Altin Hizme (6:00) “Morceaux Choisis”
(2) Valentina
Ponomareva (Rússia) (17) Rasstavayas', O. Govorila (2:53) “Ochi Chiornye”
(3) Sara Alexander (Israel) (4) Hirourim (7:18) “Café Turc”
(4) Sandy
Lopicic Orkestar (Bósnia/Sérvia/Kosovo) (2) Jane Sandanski (3:57) “Border Confusion”
(Separador)
“Stelios Petrakis é um aclamado compositor e instrumentista grego, considerado um
dos mestres contemporâneos da música helénica. Nascido em 1975 em Sitia, no
leste de Creta, Petrakis é amplamente reconhecido pelo seu virtuosismo na lira
cretense. Começou a tocar o instrumento aos oito anos e estudou com mestres
como Giannis Dandolos e Ross Daly, integrando, mais tarde, o prestigiado
Labyrinth Musical Workshop. Além da lira cretense, Petrakis toca saz, laouto
politiko e cretense, bulgari, e lira politiki, instrumentos que utiliza nas
suas composições baseadas nas tradições musicais da Anatólia, na música
clássica secular e religiosa de Istambul e na música tradicional grega. A sua
carreira caracteriza-se, pois, por uma profunda ligação às tradições da sua ilha
natal, enquanto explora diálogos musicais com outras culturas do Mediterrâneo
Oriental.
A
discografia de Stelios Petrakis inclui nove álbuns a solo, que receberam, todos
eles, reconhecimento internacional. Entre os marcos importantes, destacam-se o
primeiro lugar na tabela World Music Charts Europe (julho de 2022) com o álbum
“Spondi”, bem como a escolha de “L'Art de la Lyra” para Disco do Ano 2016, pela
Radio France. Em 2026, editou para a Buda Musique o registo “Lyric”,
que explora a textura e a riqueza melódica das tradições do Mediterrâneo
Oriental. O projeto foca-se na lira de Creta e promove um diálogo musical com
intérpretes de diferentes tradições, nomeadamente da França, Itália, Espanha e
Turquia. Salientam-se o também cretense Giorgis Xylouris na voz, o flautista
bretão Sylvain Barou nos instrumentos de sopro (incluindo gaita de foles
irlandesa, zurna, flauta kaval e tulum duduki), Efrén López no bandolim e
cuatro e Bijan Chemirani em vários tipos de tambor. Em "Lyric" destacam-se as faixas
"Astro sti Gaza" e “Nathenas”, com vocais contemplativos de Xylouris,
adornados pelo som singular e melancólico da lira, que predomina na textura
sonora; e duas faixas de pura beleza instrumental, "Muixeranga" e a
curiosa versão de "Nothing Else Matters", dos Metallica.”.
(02)
Nathenas (3:09)
(01) Astro sti Gaza (6:54)
(09) Nothing Else Matters (6:24)
(08)
Muixeranga (4:40)
(Separador)
“Um
tema de Tuva sobre olhos que
sorriem, uma canção de embalar do Vietname
do Norte, um canto da Etiópia
com influências de soul e blues e um hino da Argélia à vida e à beleza da natureza. Com composições onde se
utiliza o piano na música tradicional encerramos a primeira parte de O Templo
das Heresias”.
(1) Sainkho Namtchylak (Tuva) (7) Kaar Deerge (2:24) “Who Stole the Sky?”
(2) Huong Thanh (Vietname
do Norte)
(2) All is Peace (4:19) “Moon and Wind”
(3) Aster
Aweke (Etiópia) (6) Y’shebellu (7:25) “Aster”
(4) Reinette L’Oranaise (Argélia) (1)
Qum Tara (3:20) “Mémories”
2ª Hora
(1) Zefiro Torna (Bélgica/ Finlândia) (15)
Scholares convenite (3:35) “De
Fragilitate: Hymns from Medieval Finland”
(2) Agnes
Buen Garnas/ Jan Garbarek (Noruega) (5) Venelite (7:34) “Rosensfole: Medieval Songs from Norway”
(3) Lena Willemark/ Ale Möller (Suécia) (3) Gullharpan (6:33) “Nordan”
(Separador)
“Gothart foi uma banda constituída por
sete elementos que foi fundada em 1993 na República
Checa. Começaram por interpretar temas clássicos da música medieval da
Europa ocidental, mas a partir de 1998/99, começam a dedicar-se quase
exclusivamente às músicas do mundo, com incidência nas canções tradicionais da
região dos Balcãs.
Ainda que os Gothart
usassem instrumentação étnica e réplicas de antigos instrumentos, os seus temas
soam profundamente atuais. Para o facto, muito contribuíram as vozes,
naturalmente joviais, despretensiosas e sem grandes preocupações puristas,
remetendo-nos, a cada momento, para universos próximos da música pop, embora
menos exuberantes que as suas compatriotas BraAgas.
Durante os treze anos da sua existência, os Gothart tiveram grande relevância
principalmente nos países de leste, tendo realizado mais de 700 concertos,
festivais e eventos de caridade, incluindo apresentações na França, Alemanha,
Polónia, e República Eslovaca, entre outros.
Da discografia dos Gothart constam seis registos,
editados em duas fases distintas. Até 1999, no período em que se interessaram
pela música medieval editaram “Por nos de dulta” (1996), “Stella splendens” (1997) e “Adio querida” (1999), onde incluíram Cantigas de Santa Maria de Afonso X, de Castela e Cantigas de Amigo de Martin Codax de
Vigo (século XIII), temas do manuscrito Llibre Vermell de Montserrat da
Catalunha (século
XIV) e
canções antigas dos judeus sefarditas. A partir de 2000, os Gothart nos
álbuns “Cabaret” (2000), “Rakija’n’roll” (2003) e “Rakioactive”
(2006), enveredaram por interpretar canções ciganas e temas tradicionais de
várias regiões da Europa de Leste (nomeadamente da Macedónia, Grécia, Albânia,
Roménia, Hungria, Bulgária, Kosovo, Croácia e Bósnia), ou de outras regiões
como a Arménia ou Israel. É, no entanto, a fase medieval que aqui vamos
destacar”.
(04)
Adio querida (2:43) “Adio
querida”
(03) Hija mía mi querida (3:38) “Adio querida”
(02)
A Que Por (0:59) “Stella splendens”
(14)
Como Poden (2:26) “Stella
splendens”
(03) Cuncti Simus (3:18) “Stella splendens"
(01) A Virgen Que De Deus Madre (1:31) “Stella splendens"
(07) Stella Splendens (7:51) “Stella splendens”
(Separador)
“Um canto de lamentações proveniente de Chipre,
designado por myrologue; um romance sefardita baseado num poema
épico alemão de princípios do século XIII; e um poema de uma Trobairitz
anónima da Provença do século XIV. São os sons que encerram O Templo das
Heresias de hoje”.
(1) Ensemble
Cypriote de Musique Ancienne (Chipre) (5) Myrologue (6:13) “Epic and Popular Songs from Cyprus”
(2) Sarband Ensemble (Alemanha/ Bulgária)
(9) Una tarde de Verano (8:17) “Canciones
sefardies de la tradición hispanoárabe en la España medieval”
(3) Azam Ali (Irão) (1) Lasse pour quoi (6:20) “Portals of Grace”





