2026/03/22

Kapela ze Wsi Warszawa / Warsaw Village Band (Polónia) / Al Andaluz Project (Alemanha / Espanha / Marrocos)

       1ª Hora

“Um hino cigano à Primavera entoado por uma intérprete turca, uma composição sobre a felicidade dos ciganos macedónios, uma canção folk sobre o destino e a errância dos ciganos búlgaros e um canto sobre a liberdade dos ciganos romenos. A alma romani na abertura do Templo das Heresias de hoje”

(1) Sezen Aksu (Turquia) (4) Hidrellez (3:51) “The Wedding and the

      Funeral”

(2) Esma Redzepova & Ensemble Theodosievsky (Macedónia) (4) Szelem Szelem (4:47) “Road of the Gypsies”

(3) Angelite (Bulgária) (1) Sadba (2:52) “Balkan Passions”

(4) Romica Puceanu & Orchestra Florea Cioaca (Roménia) (6) Erau Zarzarii-Nfloriti (5:33) “Cine nu stie ce-i doru”

 

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“O grupo polaco Kapela ze Wsi Warszawa, conhecido no ocidente por Warsaw Village Band, constituído em 1997 por seis jovens músicos que descobriram a magia dos antigos instrumentos e dos antigos estilos vocais, produz um tipo de música a que chamam "hardcore folk", uma espécie de bio-techno no estilo "Voz Branca", um canto em forma de grito, usado no passado pelos pastores polacos. Instrumentos de cordas a soar como trombetas francesas, tambores furiosos, trance, improvisação e elementos da música das raízes são utilizados com entusiasmo e paixão pelos músicos que adoram viajar pela Polónia e pelo mundo para transmitir à sua própria geração os estilos musicais dos antigos. De entre os instrumentos tradicionais que utilizam, saliente-se a quase extinta "Suka", um tipo único de rabeca polaca do séc. XVI, tocada com as unhas. De realçar, ainda, na Kapela ze Wsi Warszawa, a criação de ritmos a partir de dois tambores, o que é muito pouco comum em qualquer tipo de música folk.

Para além da remix "Upmixing" (Jaro 2008 / Kayax 2008) e do disco ao vivo "Live" (Jaro 2010), a Warsaw Village Band editou, até à data, os seguintes registos em estúdio: "Hop Sa Sa", (Kamahuk 1998 / Jaro 2005 / Karrot Kommando 2014), considerado o álbum folk do ano pelos ouvintes da Radio 3 Polaca e pela Revista Brum; "People's Spring" (Orange World 2001 / Jaro 2002 / Karrot Kommando 2015), um álbum extraordinário, vencedor do "BBC World Music Award"; "Uprooting" (Jaro 2004 / Metal Mind 2005 / Karrot Kommando 2018), o melhor álbum folk polaco do ano; "Infinity" (Jaro 2008 / Kayax 2009), em que o grupo, pela primeira vez, apresenta composições não tradicionais; "Nord" (Jaro 2012 / Karrot Kommando 2012), um encontro de músicos em busca de elementos comuns entre os eslavos, os escandinavos e os povos indígenas do Norte;  "Sun Celebration" (Karrot Kommando 2015 / Jaro 2016), o primeiro álbum duplo na discografia da banda, que inclui a participação de músicos da Índia, Pérsia e Galiza; "mazovian re:action" (Karrot Kommando 2017), em que o grupo se dedica inteiramente às raízes musicais, transformando-as criativamente em música do século XXI; "Waterduction" (Karrot Kommando 2020), inspirado no rio Vístula; e "Twines" (Karrot Kommando 2024), com o projeto Bassałyki, uma fusão deslumbrante do estilo britânico-caribenho com o seu adorado som tradicional.”

                         (01) Przyjdz Jasienku (1:24) "Hop sa sa"

                         (13) Lament (2:30) "Uprooting”

                         (01) Uroda (0:51) "Waterduction"

                         (02) 1.5 h (6:21) “Infinity”

                         (13) Maydów (4:42) "People's Spring"

                         (02) Kalinowy Mostek (6:00) "Twines"

                         (09) Usypianka (4:21) "mazovian re:action"

 

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“Uma composição onde se exaltam as potencialidades do tambur; uma interpretação do “grande canto” do Uzbequistão, conhecido por katta ashulla; e um tema de mugham, a forma musical vocal e instrumental do Azerbaijão. São os sons que encerram a primeira parte do Templo das Heresias”.

(1) Hector Zazou & Swara (Argélia /…) (1) Zannat (4:49) “In the House of Mirrors”

(2) Munadjat Yulchieva & Ensemble Shavkat Mirzaev (Uzbequistão) (9) Ey, Dilbary Djononim (6:24) “A Haunting Voice”

(3) Alim Qasimov Ensemble (Azerbaijão) (3) Getme Getme/Aman Avdji (10:00) “The Legendary Art of Mugham”


 

 

2ª Hora

“Uma Ballade do poeta francês Jehan de Lescurel e uma ballata do italiano Gherardello da Firenze, ambas do século XIV; ainda um poema anónimo da França do século XIII e uma outra ballata anónima do século XIV. Intérpretes da França, Inglaterra, Itália e Rússia abrem a segunda parte do Templo das Heresias”.

(1) Amadis (França) (3) Amours, trop vous dói cherir (4:08) “Anges ou démons”

(2) Mediva (Inglaterra) (3) I’vo’ bene (3:54) "Viva Mediva!"

(3) La Reverdie (Itália) (5) Pange melos lacrimosum (4:00) “Nox-Lux (France & Angleterre,  1200-1300)”

(4) Ensemble Syntagma (Rússia) (1) Che Ti Zova Nasconder (5:10) “Stylems: Italian Music From the Trecento”

 

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“A implementação da ideia da formação do Al Andaluz Project é a história do encontro de duas formações musicais, os consagrados Estampie e os quase desconhecidos L'Ham de Foc. Michael Popp, diretor musical dos Estampie, ensemble alemão bem conhecido na cena da música medieval pela sua inovação e qualidade, após um concerto em Espanha, recebeu uma gravação dos L´Ham de Foc, uma banda de Valência que se dedica a misturar as sonoridades do Mediterrâneo oriental com a música medieval. Algumas semanas mais tarde, os valencianos atuaram em Munique, base dos Estampie, e Michael Popp, entusiasmado com o disco que recebera, aproveitou a oportunidade e propôs um projeto comum com os músicos espanhóis.

Durante os vários encontros em Munique e em Valência, altamente produtivos e inspiradores, foram trocadas experiências entre os músicos e novas ideias foram surgindo. Com três extraordinárias vozes femininas, o Al Andaluz Project dedicou-se a interpretar os géneros dominantes da música da Península Ibérica da Idade Média: A espanhola Mara Aranda a cantar os romances sefarditas, a alemã Sigrid Hausen a interpretar as cantigas galaico-portuguesas do Cancioneiro de Santa Maria e a marroquina Iman Kandoussi a interpretar as canções árabes. Acompanham-nas exímios músicos espanhóis, alemães e marroquinos, que se socorrem pontualmente de percussionistas da Índia e da Rússia.

"Deus et Diabolus" (Galileo 2007), "Al-Maraya" (Galileo 2010), "Salam" (Galileo 2012) e "The Songs of Iman Kandoussi - Traditional Arabic Andalusian" (Galileo 2024), para além do registo ao vivo "Live in München 2011" (Galileo 2012),  os discos editados pelo Al Andaluz Project até à data, são exemplos perfeitos de autênticos intercâmbios culturais que ultrapassam datas e fronteiras, revelam um domínio perfeito de inúmeros instrumentos antigos e tradicionais (a sanfona, a nyckelharpa, o saz, o qanun, o oud, o rabab e a tabla, entre outros), sobrevoando as fabulosas vozes de Sigrid, Mara e Iman”.

        (07) La galana y el mar (5:12) “Deus et Diabolus”

        (09) Hija mia (3:30) “Al-Maraya”

        (06) Amors Mard / Arafto Lhawa Mod Arafto Hawak (5:59) “Salam”

        (14) Un castel / Improvisation Iman (6:13) Traditional Arabic  

               Andalusian

 

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“Recuando ainda mais no tempo, O Templo das Heresias incide, no final do programa de hoje, nos sons da música da Suméria e do Antigo Egipto”.

(1) Ensemble De Organographia (EUA) (11) A zaluzi to the Gods (3:49) “Music of the Ancient Sumerians, Egyptians & Greeks”

(2) Ali Jihad Racy (Líbano) (2) The land of the Blessed (6:56) “Ancient Egypt”

(3) Michael Atherton (Austrália) (17) Shen(song) (5:02) “Ankh: The Sound of Ancient Egypt”

(4) Rafael Pérez Arroyo / Hathor Ensemble (Espanha) (3) Iba Dance (6:59) “Ancient Egypt: Music in the age of the Pyramids”

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