1ª Hora
“Um hino cigano à Primavera entoado por uma intérprete turca, uma composição sobre a felicidade dos ciganos macedónios, uma canção folk sobre o destino e a errância dos ciganos búlgaros e um canto sobre a liberdade dos ciganos romenos. A alma romani na abertura do Templo das Heresias de hoje”
(1) Sezen Aksu (Turquia) (4) Hidrellez (3:51) “The Wedding and the
Funeral”
(2) Esma Redzepova & Ensemble Theodosievsky (Macedónia)
(4) Szelem Szelem
(4:47) “Road of the Gypsies”
(3) Angelite
(Bulgária) (1) Sadba (2:52) “Balkan Passions”
(4) Romica
Puceanu & Orchestra Florea Cioaca (Roménia)
(6) Erau Zarzarii-Nfloriti (5:33) “Cine
nu stie ce-i doru”
(Separador)
“O
grupo polaco Kapela ze Wsi Warszawa, conhecido no ocidente por Warsaw Village Band, constituído em
1997 por seis jovens músicos que descobriram a magia dos antigos instrumentos e
dos antigos estilos vocais, produz um tipo de música a que chamam
"hardcore folk", uma espécie de bio-techno no estilo "Voz
Branca", um canto em forma de grito, usado no passado pelos pastores
polacos. Instrumentos de cordas a soar como trombetas francesas, tambores
furiosos, trance, improvisação e elementos da música das raízes são utilizados
com entusiasmo e paixão pelos músicos que adoram viajar pela Polónia e pelo
mundo para transmitir à sua própria geração os estilos musicais dos antigos. De
entre os instrumentos tradicionais que utilizam, saliente-se a quase extinta
"Suka", um tipo único de rabeca polaca do séc. XVI, tocada com as
unhas. De realçar, ainda, na Kapela ze Wsi Warszawa, a criação de ritmos a
partir de dois tambores, o que é muito pouco comum em qualquer tipo de música
folk.
Para
além da remix "Upmixing" (Jaro 2008 / Kayax 2008) e do disco ao
vivo "Live" (Jaro 2010), a Warsaw
Village Band editou,
até à data, os seguintes registos em estúdio: "Hop Sa Sa",
(Kamahuk 1998 / Jaro 2005 / Karrot Kommando 2014), considerado o álbum
folk do ano pelos ouvintes da Radio 3 Polaca e pela Revista Brum; "People's Spring" (Orange World 2001 / Jaro 2002 / Karrot
Kommando 2015), um álbum extraordinário, vencedor do "BBC World Music
Award"; "Uprooting" (Jaro 2004 / Metal Mind 2005 / Karrot Kommando
2018), o melhor álbum folk polaco do ano; "Infinity" (Jaro
2008 / Kayax 2009), em que o grupo, pela primeira vez, apresenta
composições não tradicionais; "Nord" (Jaro 2012 / Karrot
Kommando 2012), um encontro de músicos em busca de elementos comuns entre os
eslavos, os escandinavos e os povos indígenas do Norte; "Sun Celebration" (Karrot
Kommando 2015 / Jaro 2016), o primeiro álbum duplo na discografia da banda, que
inclui a participação de músicos da Índia, Pérsia e Galiza; "mazovian re:action" (Karrot Kommando 2017), em que o
grupo se dedica inteiramente às raízes musicais, transformando-as criativamente
em música do século XXI; "Waterduction"
(Karrot Kommando 2020), inspirado no rio Vístula; e "Twines" (Karrot
Kommando 2024), com o projeto Bassałyki, uma fusão deslumbrante do estilo
britânico-caribenho com o seu adorado som tradicional.”
(01)
Przyjdz Jasienku (1:24) "Hop sa sa"
(13)
Lament (2:30) "Uprooting”
(01)
Uroda (0:51) "Waterduction"
(02) 1.5 h (6:21) “Infinity”
(13) Maydów (4:42) "People's Spring"
(02) Kalinowy Mostek (6:00) "Twines"
(09) Usypianka (4:21) "mazovian re:action"
(Separador)
“Uma
composição onde se exaltam as potencialidades do tambur; uma interpretação do “grande canto” do Uzbequistão, conhecido por katta
ashulla; e um tema de mugham, a
forma musical vocal e instrumental do Azerbaijão.
São os sons que encerram a primeira parte do Templo das Heresias”.
(1) Hector Zazou & Swara
(Argélia /…) (1) Zannat
(4:49) “In the House of Mirrors”
(2) Munadjat Yulchieva & Ensemble Shavkat
Mirzaev (Uzbequistão) (9) Ey, Dilbary Djononim (6:24) “A Haunting Voice”
(3) Alim Qasimov Ensemble (Azerbaijão) (3) Getme Getme/Aman Avdji (10:00) “The Legendary Art of Mugham”
2ª Hora
“Uma
Ballade do poeta francês Jehan de
Lescurel e uma ballata do italiano
Gherardello da Firenze, ambas do século XIV; ainda um poema anónimo da França
do século XIII e uma outra ballata anónima
do século XIV. Intérpretes da França,
Inglaterra, Itália e Rússia abrem a segunda parte do Templo
das Heresias”.
(1) Amadis
(França) (3) Amours, trop vous dói cherir (4:08) “Anges ou démons”
(2) Mediva
(Inglaterra) (3) I’vo’ bene (3:54) "Viva
Mediva!"
(3) La
Reverdie (Itália) (5) Pange melos lacrimosum (4:00) “Nox-Lux (France & Angleterre, 1200-1300)”
(4) Ensemble
Syntagma (Rússia) (1) Che Ti Zova Nasconder (5:10) “Stylems: Italian Music From the Trecento”
(Separador)
“A
implementação da ideia da formação do Al Andaluz Project é a história do encontro de duas formações musicais, os
consagrados Estampie e os quase desconhecidos L'Ham de Foc. Michael Popp, diretor musical dos Estampie, ensemble
alemão bem conhecido na cena da música medieval pela sua inovação e
qualidade, após um concerto em Espanha, recebeu uma gravação dos L´Ham de Foc, uma banda de Valência que se dedica
a misturar as sonoridades do Mediterrâneo oriental com a música medieval. Algumas semanas mais tarde, os valencianos atuaram
em Munique, base dos Estampie, e Michael Popp, entusiasmado
com o disco que recebera, aproveitou a oportunidade e propôs um projeto comum
com os músicos espanhóis.
Durante
os vários encontros em Munique e em Valência, altamente produtivos e
inspiradores, foram trocadas experiências entre os músicos e novas ideias foram
surgindo. Com três extraordinárias vozes femininas, o Al Andaluz Project
dedicou-se a interpretar os géneros dominantes da música da Península Ibérica
da Idade Média: A espanhola Mara Aranda a cantar os romances sefarditas, a
alemã Sigrid Hausen a interpretar as cantigas galaico-portuguesas do
Cancioneiro de Santa Maria e a marroquina Iman Kandoussi a interpretar as
canções árabes. Acompanham-nas exímios músicos espanhóis, alemães e
marroquinos, que se socorrem pontualmente de percussionistas da Índia e da
Rússia.
"Deus et Diabolus" (Galileo
2007), "Al-Maraya" (Galileo
2010), "Salam" (Galileo
2012) e "The Songs of Iman Kandoussi - Traditional Arabic Andalusian" (Galileo 2024), para além do registo
ao vivo "Live in München 2011" (Galileo 2012), os discos editados pelo Al Andaluz Project
até à data, são exemplos perfeitos de autênticos intercâmbios culturais que
ultrapassam datas e fronteiras, revelam um domínio perfeito de inúmeros
instrumentos antigos e tradicionais (a sanfona, a nyckelharpa, o saz, o qanun,
o oud, o rabab e a tabla, entre outros), sobrevoando as fabulosas vozes de
Sigrid, Mara e Iman”.
(07) La galana y el mar (5:12) “Deus et Diabolus”
(09) Hija mia (3:30) “Al-Maraya”
(06) Amors Mard / Arafto Lhawa Mod Arafto Hawak (5:59) “Salam”
(14) Un castel / Improvisation Iman (6:13) “Traditional Arabic
Andalusian”
(Separador)
“Recuando
ainda mais no tempo, O Templo das Heresias incide, no final do programa de
hoje, nos sons da música da Suméria e do
Antigo Egipto”.
(1) Ensemble De Organographia (EUA) (11) A zaluzi to the Gods (3:49) “Music of the Ancient Sumerians, Egyptians & Greeks”
(2) Ali Jihad Racy
(Líbano) (2) The land of the Blessed (6:56) “Ancient Egypt”
(3) Michael
Atherton (Austrália) (17) Shen(song) (5:02) “Ankh: The Sound of Ancient Egypt”
(4) Rafael
Pérez Arroyo / Hathor Ensemble (Espanha) (3) Iba Dance (6:59) “Ancient Egypt: Music in the age of the Pyramids”


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